sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sobre anos novos e aniversários


Nunca entendi o porquê de eu gostar tanto de comemorar aniversários. Sejam meus ou de pessoas queridas ou até mesmo desconhecidas, onde sempre rola aquele parabéns num lugar inusitado e eu me ponho a cantar. Mas também nunca entendi as pessoas que não gostam de festejar este dia. Algumas somem, viajam sozinhas ou não querem nem que os outros saibam. Não. Isso não tem nada a ver com a idade, pois muita gente nova foge enquanto alguns "velhos" adoram celebrar. Refletindo um pouco sobre isso, lembrei que sinto a mesma alegria e esperança na virada do ano; porque cria-se a ilusão ou uma perspectiva da realidade de que se estivermos felizes, fizermos pedidos, tanto naqueles minutinhos da contagem regressiva quanto ao assoprar a velinha do bolo de aniversário, o futuro há de ser melhor. Encontrei na figura da ponte, a melhor maneira de ilustrar esse post. Todo ser humano almeja um futuro melhor, por isso tanta gente se priva de várias coisas pensando no amanhã. Alguns guardam dinheiro sem gastar um centavo a mais do necessário para conseguir comprar algo que desejam, outros se privam de sair a noite pra estudar pro vestibular e "ser" alguém. A maioria dos desejos ficam no "ter" e nesse "ser" relativo, pois está ligado a ter um status, uma posição exigida por essa hipócrita sociedade. Digo "ser" relarivo, porque o "ser" absoluto não precisa de esforço para ser obtido. Aquilo que você é, sua essência, seu caráter são inerentes à você, não precisam de esforços exorbitantes para se tornarem reais. E na maioria da vezes, este é o diferencial para se conseguir o "ter" e o "ser" relativo. Voltando a história da ponte. Bem... a ponte é a ligação entre duas coisas. Neste caso, entre o passado e o futuro. Vejo a passagem do ano e o dia do aniversário como parte do percurso da ponte, na verdade seria a última parte desse percurso. Talvez essa minha euforia por essas duas datas esteja ligada justamente a isso. Como se a maneira que se percorresse a ponte estivesse literalmente ligada a como será o futuro. Acredito sim que esforços hão de ser recompensados sempre. Mas... o futuro a Deus pertence, então atravesse a ponte com muita esperança e alegria, leve com você os melhores sentimentos e as pessoas mais queridas, que o resto... há de ser maravilhoso!



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Olhos fechados

Olhos vermelhos
Olhos inchados
Olhos fechados

Olhos inchados
Olhos vermelhos
Olhos fechados

Olhos tristes
Olhos apagados
Olhos fechados

Olhos abertos...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

D feito

Não adianta insistir, criar falsas esperanças, pois certas coisas não mudam
Talvez porque não precisam ser mudadas
Defeitos,todo mundo tem
Manias também
Algumas desaparecem, dando lugar a outras
Já os defeitos não tendem a esvanecer
Convive-se com eles, disfarça-os ou tenta-se desesperadamente escondê-los
Mas, quando expostos se tornam menos defeituosos
Não me orgulho dos meus. No entanto, não tento mascará-los.
Do modo que eles convivem comigo, se tornam mais uma característica da minha personalidade
Quando se sabe que o defeito é seu ou algo que acham que você tem?
Penso que se você se incomoda com ele e pode vir a prejudicar alguém, este pode ser classificado como tal.
Do contrário, não se preocupe, se dê por satisfeito
Mudanças só devem ser feitas se valer a pena para você
Não mude por ninguém. Porque as pessoas mudam também.
Não é necessário.
Pensa um pouco. Aqueles que realmente gostam de você, não te pedem pra mudar nem te impedem de mudar. Eles gostam porque gostam.
É.. minha gente. Nós temos tudo o que precisamos e sempre queremos o que não nos pertence.
Um amor, uma amizade, dinheiro, prestígio...
Pra quê?
Somos felizes!
E se não estamos?
Tomemos coragem e livremo-nos de tudo o que nos faz chorar ou nos impede de sorrir
Também dói pra ser feliz mas depois... passa
Aí, é só alegria :D

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A verdade do amor

Deus dividiu uma alma em duas, não em partes iguais ( ) (________), mas com a mesma essência. A essas almas ele concedeu uma única missão, a de se encontrar e fazer melhor do que já foi feito antes. Depois, suas memórias são apagadas e as almas, enviadas à Terra. Apesar das dificuldades, crenças, diferenças de raça, idade e até mesmo o fato de terem nascido com o mesmo sexo, faz aparecerem as dúvidas sobre ser esta ou não a pessoa certa, a pessoa de nossas vidas. Mas aí entra o sentimento e essas dúvidas desaparecem como se nunca tivéssem existido. A chance esta dada, cabe a elas muito mais do que a vontade de estarem juntas, precisam deixar de lado suas próprias ambições para conseguirem caminhar juntas e fazer algo de bom para si mesmas e para a humanidade.

domingo, 9 de agosto de 2009

E o médico disse "é uma menina". Você ficou feliz mas não tinha idéia do que viria pela frente.
No dia 22 de janeiro de 1988, numa noite chuvosa e quente nasceu sua primeira filha. Aquela que vocês demoraram pra escolher o nome porque você, pai, não gostava de nenhum. A partir daí sua vida mudou completamente. Vestidos, sapatinhos, lacinhos, fralda, mamadeira, choradeira, máquina de pegar ursinhos, aquário, orquidário, festinhas, palhaço. Só que ela tinha um gênio difícil. Eita menininha teimosa. Um dia você sentou com ela, antes da sua primeira apresentação de ballet e disse: "Filha, faz um favor pro papai: não arranca esse dente. Espera ele cair sozinho porque vai ficar feio você dançar sem o dente da frente". Tá bom papai. Crack. E lá se foi o dente. Você teve que se acostumar com sua casa cheia de meia-calça e sapatilhas. Filmava todas as apresentações e depois tinha que assistir milhares de vezes em casa e ainda tomava bronca se pegasse no sono. Apesar dela ser gordinha, não fazia regime e se orgulhava de sentar em frente a T.V e comer cheetos, ruffles, fofy's na sua frente mesmo ouvindo você dizer que bailarina tinha que ser magrinha. Ela fazia o que gostava. Continuou comendo e dançando. Também te deu muitas alegrias. Não repetiu em nenhum exame de ballet e era a melhor aluna na escola. Lembra quando chegava o boletim. Vocês ficavam contando quantos 10 ela tinha conseguido aquele bimestre. A pequenina foi crescendo. E as birgas aumentando, porque vocês eram muito parecidos. Pintou as pontas do cabelo de vermelho, escutava uns rocks meio pesados e usava um cinto de taxinha. Também fez aquele piercing tranverssal que você achava horrível. Só queria ir pra balada e quando fez 15 anos, tinha festa tda semana. Ás vezes duas no mesmo dia e você tinha que levá-la e buscá-la. Começou a atender telefonemas de meninos e teve que aprender a lidar com seus novos amiguinhos. Decidiu voltar a morar em São Paulo e agora vocês só se viam de fim de semana. As brigas diminuíram e vocês conseguiam sentar e conversar bastante tempo. Apesar de ficar inseguro, na época. Ficou feliz sabendo que ela havia conseguido seu primeiro emprego e estava ralando na cidade grande. Depois ela teve que voltar e nessa fase você a ajudou muito. Foi o melhor momento para a aproximação de vocês. E ela ficou muito feliz em poder te conhecer melhor. Como sempre gostou de escrever, inventava versinhos e junto deles fazia algum desenho, os quais você sempre guardou. Ela continuou escrevendo, pois seu pai dizia que isso ela fazia bem. Hoje ela escreveu um pedacinho da história de vocês. Espero que goste. Feliz Dia dos Pais!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Hoje

Hoje me sinto mais mulher.
Não por ter mais independência ou maiores responsabilidades.
Mas por estar mais segura e um pouco mais madura.
Por ter me permitido chorar sem me envergonhar disso.
Por conseguir vomitar algumas palavras rudes ao invés de ficar me lamentando por não as ter dito.E de algumas até me arrepender e ter a humildade de me desculpar.
Por perdoar. Sim. Perdoar mesmo, algumas pessoas cujas atitudes me decepcionaram.
Só se sabe que verdadeiramente as perdoou quando percebemos que ainda continuamos felizes ao vê-las felizes.
Hoje sou mais atenta, no sentido de menos desligada.
Tento estar mais alerta a tudo. Apesar das brisas constantes inerentes da minha pessoa. Não mudei por querer. Na verdade, confesso que nisso preferia não mudar. Mas, mudei. A vida vem e dá uma chacoalhada. Daí você vai e muda.
Hoje sou mais amiga de mim mesma e de todos.
Continuo a dar palpite mesmo sem ser requisitada. Contudo, compreendo melhor as minhas dúvidas e os anseios dos meus amigos sem exigir uma solução rápida deles ou de mim mesma.
Hoje sou mais amante.
Posso dizer com muito orgulho que fiz muito por amor. Perdoei. Mudei. Me reinventei.
Não virei as costas na primeira briga nem tampouco larguei tudo ao descobrir o pior defeito.
Me sinto mais mulher mas não menos menina.
Guardo comigo meu sorriso, que um dia me disseram ser belo por ser verdadeiro como de uma criança, minhas brincadeiras e criancices.
Hoje sou mais eu.
Por ter descoberto ou por querer enxergar meus defeitos e qualidades.
Mas ainda não estou satisfeita. E agradeço por isso.
Se pudesse não dormir, faria tantas coisas...
Mas agradeço o que vi até agora e também o tempo que me há de ser dado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Com vivência

Convivência se aprende com vivência
Em qualquer relacionamento é testada a paciência
Alguém sempre tem que ceder
Só que ninguém é obrigado a perder

Deixar velhos hábitos pra trás
Por causa do é agora ou nunca mais
Tentar fugir de algum vício
Pode ser bom pra renovar e dar um início

Inicia-se com desesperadas promessas
e acaba-se pregando algumas peças
Desvia-se do prometido com nova jura
Depois prefere por deixá-la "na pindura"

Comodidade não vem com a idade
Ela nasce por causa da previsibilidade
Quando o outro se torna previsível
O relacionamento vira algo desprezível

Se o sentimento é verdadeiro
Quase tudo se supera, durando o ano inteiro
E havendo respeito e confiança
Passada a tempestade encontra-se a bonança

Nem todos passam por esses obstáculos
Uns por não quererem e outros por serem fracos
Mas fica aí a pergunta: Convivência se aprende com vivência
ou com vivência se aprende a convivência?